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O ASSUNTO PROIBIDO EM BOM RETIRO

30 mar

Imagine uma cidade onde todos os moradores se conhecem. Um típico município do interior. Famílias tradicionais e conservadoras. Um lugar onde ir a Igreja aos domingos ainda é sagrado. Onde tomar chimarrão na calçada num fim de tarde é rotineiro. Gaudérios e seus inseparáveis cavalos desfilando pelas ruas compõe um cenário de um dia qualquer…

É como se um furacão tivesse passado pela pequena e bonita Bom Retiro do Sul e interrompido aquela calmaria toda.

Durante o tempo em que permaneci lá, conheci histórias de gente  apavorada com o que aconteceu.

Vídeos de sexo entre moradores da cidade caíram em mãos erradas. De celular para celular se espalharam mais rápido do que na internet. Em 48 horas todos os moradores já sabiam do escândalo.

Na rádio da cidade o assunto não era outro… mas na maior escola do município a diretora ainda tratava a polêmica como um tabu. Ao ver nossa equipe de reportagem na calçada ela pediu para que os alunos não falassem com a gente. Segundo a professora a confusão iria estragar a imagem da cidade e principalmente de quem vive lá. As orientações foram passadas através do microfone do auditório e espalhadas pelas caixas de som. Mal ela sabia que ouvíamos tudo.

Bom Retiro tem medo…

Nos bares de esquina, nas rodinhas de amigos, nos cochicos entre as senhoras nas calçadas.  ”Quem protagonizou aquelas cenas?”, se perguntavam os moradores de ouvido a ouvido.

Seria um caso de pedofilia, já que os jovens que aparecem nos videos são menores de idade? Seria uma brincadeira de mau gosto? Ou uma prova de que a inocência ainda existe nos dias de hoje e que vive escondida na distante Bom Retiro do Sul?  

Pelo menos uma vez ”sexo” foi o tema mais comentado nessa aconchegante cidade gaúcha. Um lugar onde o assunto ainda parece ser proibido. 

A IMAGEM QUE CHOCOU OS GAÚCHOS

19 mar

ELA SÓ QUERIA…

16 nov

QUANDO PAUL EXPLODE O PALCO

10 nov

MEU ENCONTRO COM PAUL McCARTNEY

9 nov

Nove horas e nove minutos da noite.

As luzes do estádio rival se apagam. Por alguns segundos o gigante da Beira Rio ficou as escuras.

Os olhares de uma multidão focados em um único lugar. Ao meu redor ninguém falava. Ninguém se mexia.

Chegou a hora!

O palco se ilumina e entre gritos e aplausos meu ídolo entra em cena para o delírio de cinquenta mil pessoas já em êxtase.

Naquele instante muita coisa passou pela minha cabeça. Recordei minha casa antiga quando ao lado do video cassete rebobinava as fitas e ouvia Hey Jude. Me lembrei das festinhas quando jovem, dos filmes que vi, dos muitos e muitos livros que passaram pelas minhas mãos contando e recontando as histórias dos fabulosos Beatles. Lembrei da minha vó apaixonada pelo som dos meninos de Liverpool. Lembrei dos meus pais que dançaram e curtiram a banda durante a adolescência. Por isso fiz questão de comprar pra eles os ingressos para verem Paul e sentirem o mesmo que eu naquela noite. Lembrei de amigos, lembrei de amores, repassei parte de uma deliciosa vida na qual escrevo todos os dias.

Sir Paul vestia um terno roxo. Por baixo seu característico suspensório. Caminhou lentamente até o microfone e abriu a noite mais inesquecível das nossas vidas. Mas foi a terceira canção que fez a multidão tirar o pé do chão. All my loving foi de arrepiar.

Emoção parecida senti em setembro deste ano quando inacreditavelmente entrei no The Cavern. Pub onde os Beatles iniciaram a carreira em Liverpool. A banda cover que se apresentava, tocava a mesma canção. All my loving. Chorei feito criança, sem a vergonha de um jovem já adulto.

Ver um próprio Beatle cantar ao vivo me fez sentir na Ingaleterra novamente. Me senti em Liverpool. Me senti no The Cavern. Mas dessa vez com o verdadeiro na minha frente e acompanhado por um coro de cinquenta mil vozes.

Day tripper me fez recordar do colégio. 1993. Festa da família. Uma das grandes decepções. Não fui sorteado para fazer parte do grupo que imitaria os Beatles.

Um amigo, ao meu lado, chorou.

Outro levantava os braços como se não estivesse acreditando.

Uma menina, na minha frente, pulava feito louca vibrando, cantando.

Recebi algumas mensagens de quem estava em outra parte do estádio. Recebi ligações de quem estava no lado oposto. Pensei em quem não conseguiu vir. Todos em uma só sintonia.

Uma explosão no palco fez a multidão se agitar ainda mais.

Em meio a multidão recebi um beijo e um abraço.

No telão imagens valiosas dos meninos no auge da Beatlemania. Acho que Paul também sente falta daqueles tempos.

O Beatle foi e voltou duas vezes.

Num desses retornos, “Hey Jude”. Cantou como um hino. É a música que mais  lembra a minha infância.

Queríamos que cada canção durasse horas. Queríamos, sinceramente, que a noite demorasse para acabar. Mas como exigir tanto do ídolo que já havia nos dado, naquele instante, uma chance de entrar pra história?

A noite estava quente, uma leve brisa batia nos rostos e nas mãos levantadas.

O sete de novembro de 2010 terminava. Onze e cinquenta e nove da noite. No último minuto dessa data Paul se despedia.

Meu encontro com Paul, meu amigo, durou quase três horas.

“Até breve”, disse ele antes de partir.

ANTES DE ENCONTRAR PAUL

8 nov

Acordei com o som do vizinho tocando a tranquila “Revolution”.  Saltei da cama quase caindo ao mesmo tempo. Nunca despertei tão disposto.

E que disposição… A noite anterior, que já havia sido forte (demaaais) não havia deixado nenhuma sequela.

É estranho saber que em poucas horas vou estar diante de um ídolo. Talvez do maior ídolo vivo. Do jovem, hoje senhor, que embalou meus 26 anos. Que fez a trilha sonora dos momentos mais importantes.

Da janela voltei a ver o aviãozinho monomotor que carregava a faixa para o Sir Paul. O dia não poderia ser mais perfeito. Céu limpo, sol forte, calor de suar na sombra.

Botei minha camiseta, quase que um uniforme em homenagem aos quatro garotos de Liverpool, e saí rua a fora. A pé. Cantarolando, baixinho, minhas músicas favoritas.

Hoje sou um louco a caminho da noite mais louca das nossas vidas. O encontro com um Beatle. Como vai ser?

Entendo que muita gente não gosta e que não está nem aí para essa noite. É normal. Nem todas as pessoas reconhecem o peso que a banda deixou na história. Perdoe eles. Eles não sabem o que dizem.

Esta vai ser a minha noite! Não digo que esperei por ela pq sinceramente nunca achei que ela poderia chegar.

Faltando sete horas para o encontro, uma parada estratégica. Amigos, churrasco, cerveja e uma roda de violão. Na viola é dedilhada All my loving. O coro acompanhava entre um gole e outro de cerveja gelada ao lado da piscina. Que dia!

De longe, dos prédios vizinhos, olhares fixos de quem ou reprovava a cantoria ou que apenas observava tamanha emoção.

Final da tarde.

Paul nos esperava.

A tropa se levanta e marcha a caminha do estádio rival. Noite de emoção no território adversário.

PAUL MANDOU UM RECADO

4 nov

Brazzzzziiiiiiiiillll luri luri luri luráááááá

FILOSOFIA NA MESA DE UM BAR

18 out

“Acaba o dinheiro, acaba o amor”.

Disse um pobre e sofrido homem alcoolizado sentado na mesa ao lado.

SABEDORIA

4 out

“O petróleo é uma benção de Deus. Deus quando fez o mundo nos deu petróleo, ouro e prata. Quem tem petróleo em casa tem tudo”. Geisy Arruda

Ainda bem que tenho guardado três galões de petróleo no meu armário!

Geisy Arruda. Futura deputada estadual de São Paulo

QUE ORGULHO,BRASIL!

20 ago

 

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