Nunca gostei dos filmes de Woody Allen mas confesso que até então só havia assistido Melinda e Melinda.
Aliás, na época lembro de ter dormido no cinema, odiado o filme e saído da sala achando Allen o pior cineasta do mundo!
Deveria ter dado um desconto para a rotina que levava naquele ano. Estava há dois anos na faculdade. Trabalhava em dois empregos e ainda fazia a faculdade a noite. Levantava todos os dias as cinco da manhã e nunca deitava antes das duas da madrugada. Realmente assim não tinha como entrar no cinema e conseguir manter os olhos bem abertos e a mente ativa durante quase duas horas.
Dormi e não entendi o filme. Achei as cenas arrastadas, pouco diálogo e prometendo nunca mais assistir Woody Allen.
Ainda bem que não cumpro tudo o que prometo!
Foi graças ao Vicky Cristina Barcelona que decidi quebrar minha promessa e ver um filme do até então chamado de “genial”.
O que poderia ter Woody Allen de gênio?
Me apaixonei por Vicky.
Me apaixonei pela Cristina.
E pela forma em que o mestre genial conduziu as cenas.
Recentemente, voltando da Inglaterra, assisti no avião mais dois filmes dele.
Filmes que aqui recomendo:
“Tudo Pode Dar Certo” e “Um misterioso assassinato em Manhattan”.
No primeiro, a história de uma jovem que se apaixona por um velho. Bóris. O homem mais sincero que já vi… mesmo que pelas telas de cinema.
No segundo uma comédia com toques de suspense. Uma mulher resolve investigar a morte de uma vizinha. Genial!!!!!!! Os dois!
Recomendo, mais uma vez!
Pena que só descobri a genialidade de Woody Allen tão tarde.
Tenho uma listinha com quase trinta filmes dele agora pra correr atrás.
Ah… mas ver Woody Allen como ator não dá!
Quanto a interpretação dele nos filmes continuo com a minha velha opinião. Pelo menos até que algo me faça mudar de idéia…


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