Para os mais próximos até tento imitar aquela risada inconfundível! Mas só depois de uma cervejinha… aí o que parece a voz dele sai fácil. Nada parecido com a original, é claro! Apenas um experimento de imitador.
Pois olha a surpresa que os repórteres que cobrem política em Brasília tiveram ao ver Silvio Santos de carne e osso caminhando pelos corredores do Planalto.
Silvio foi pessoalmente pedir a Lula uma doação de doze mil reais para a campanha Teleton.
Na saída, conversou com os jornalistas, atendeu fãs e tirou fotos. Repórteres que deixaram a postura “séria” de lado e brincaram com o ídolo. Tudo registrado num vídeo. Das entrevistas até a tietagem.
Silvio Santos lembra, é claro, os meus domingos. Acordava já depois do meio-dia. Nem saía da cama e já ouvia ele falar… A risada do mestre da televisão ecoou por muitos anos na minha casa.
Nunca gostei dos filmes de Woody Allen mas confesso que até então só havia assistido Melinda e Melinda.
Aliás, na época lembro de ter dormido no cinema, odiado o filme e saído da sala achando Allen o pior cineasta do mundo!
Deveria ter dado um desconto para a rotina que levava naquele ano. Estava há dois anos na faculdade. Trabalhava em dois empregos e ainda fazia a faculdade a noite. Levantava todos os dias as cinco da manhã e nunca deitava antes das duas da madrugada. Realmente assim não tinha como entrar no cinema e conseguir manter os olhos bem abertos e a mente ativa durante quase duas horas.
Dormi e não entendi o filme. Achei as cenas arrastadas, pouco diálogo e prometendo nunca mais assistir Woody Allen.
Ainda bem que não cumpro tudo o que prometo!
Foi graças ao Vicky Cristina Barcelona que decidi quebrar minha promessa e ver um filme do até então chamado de “genial”.
O que poderia ter Woody Allen de gênio?
Me apaixonei por Vicky.
Me apaixonei pela Cristina.
E pela forma em que o mestre genial conduziu as cenas.
Recentemente, voltando da Inglaterra, assisti no avião mais dois filmes dele.
Filmes que aqui recomendo:
“Tudo Pode Dar Certo” e “Um misterioso assassinato em Manhattan”.
No primeiro, a história de uma jovem que se apaixona por um velho. Bóris. O homem mais sincero que já vi… mesmo que pelas telas de cinema.
No segundo uma comédia com toques de suspense. Uma mulher resolve investigar a morte de uma vizinha. Genial!!!!!!! Os dois!
Recomendo, mais uma vez!
Pena que só descobri a genialidade de Woody Allen tão tarde.
Tenho uma listinha com quase trinta filmes dele agora pra correr atrás.
Ah… mas ver Woody Allen como ator não dá!
Quanto a interpretação dele nos filmes continuo com a minha velha opinião. Pelo menos até que algo me faça mudar de idéia…
O que aconteceria se Londres, uma das maiores cidades do mundo, ficasse sem as principais linhas de metro?
Assim como as outras grandes cidades europeias Londres depende do transporte coletivo. Ja que impostos para trafegar na cidade dificultam o acesso livre de carros.
A populacao usa as centenas de rotas de onibus e metros que cortam todos os bairros.
Os metros passam de dois em dois minutos, as vezes pouco mais. Ate em algumas paradas dos bus telas eletronicas informam o tempo para a chegada do proximo. E todos sao pontuais. A pontualidade inglesa.
Pois presenciei o transtorno enfrentado por uma populacao sem o seu principal meio de transporte.
Justamente no meu ultimo dia os funcionarios do metro de Londres decidiram fazer greve. Fecharam linhas pedindo novos postos de trabalho e tambem melhores condicoes para exercer suas tarefas.
Vimos em 24 horas o caos que se forma em uma cidade extremamente organizada.
Paradas lotadas, onibus sem espaco, confusao nos terminais underground.
Deixei ainda algumas compras para o meu ultimo dia sem imaginar o tumulto que se formaria em todas as regioes.
Foi um dia corrido… eh verdade. Mas com direito a almoco em restaurante brasileiro. Oooo saudade!
Sem metro para chegar ao aeroporto, sem onibus ja que as linhas estavam congestionadas e sem taxi ja que parte da populacao corria atras de um… Foi preciso contar com a ajuda de um brasileiro que fez o transfer ate la.
Londres estava parada!
Uma imagem diferente nessas minhas ultimas horas nas terras da Rainha.
Durante o arranca e para entre os milhares de carros lembrei de momentos vividos aqui. Ja bate uma saudade dessa louca cidade.
Deixo em Londres um pouco de mim, levo novos amigos e ficam as lembrancas de um verao no Reino Unido.
Cheguei atrasado ao aeroporto de Heathrow mas consegui entrar a tempo no aviao. A aeronave se desloca ate a cabeceira da pista. Vejo pela janelinha o sobe e desce de turistas, ingleses, gente de todos os cantos que fazem movimentar a cidade.
Apos receber a autorizacao para decolar, surpresa! Nova greve! Agora, dos controladores de voo da Franca. Foi preciso permanecer duas horas dentro da aeronave ate que deixassemos Londres.
Vi Londres, mais uma vez, la de cima. Que imagem!
Com essa confusao perdi minha conexao no Rio de Janeiro e no novo voo ainda uma escala surpresa em Florianopolis.
Uma aventura e tanto ate chegar em casa… Horas e horas atrasado…
mas carregando entre malas de roupas e de presentes, uma bagagem que nao levei na ida…
Uma cena rara nesses ultimos dias. Desde que cheguei aqui so vi mesmo um chao molhado no segundo dia de viagem. Chuva ate entao… nao havia caído ! Apesar de que a fama eh de uma chuvinha fina quase todos os finais de tarde por aqui.
A preguica me fez nao ter forças para sair de casa.
Durante a manha optei por ficar no quentinho das cobertas.
A tarde preferi mesmo curtir a casa.
Também, depois de quase duas semanas sem parar um minuto… é nisso que dá!
Recarreguei as energias para a noite. Eh a minha ultima noite na Inglaterra. Tem que ser forte… E foi!
Encaramos as ruas movimentadas de Londres pouco antes das sete da noite para conhecer um dos pubs mais interessantes da cidade. Já havia lido sobre o local no Brasil e desde muito antes da minha chegada estava no meu roteiro.
O Ice Pub Absoltut.
Um bar patrocinado pela famosa marca de vodka com o mesmo nome.
A ideia eh genial. Um bar todo de gelo. Toooodo! Paredes, bancos, mesas ate os copos sao feitos de puro gelo.
A temperatura la dentro, independente da temperatura la de fora, eh sempre de cinco graus abaixo de zero. Não preciso dizer o friooooooo que passamos lá dentro.
O pub tem capacidade para 60 pessoas. E entrar lah nao eh tao simples assim… Além de marcar hora eh preciso usar uma roupa especial para se proteger do gelo, incluindo luvas e capuz.
Eh claro que para esquentar um pouquinho todas as bebidas oferecidas incluem vodka. E uma bela dose de vodka!
O som faz o publico dancar e tentar espantar o frio… convenhamos, algo impossivel!
Os gelos que cobrem todo o bar veem da Suecia. Levam seis dias para serem instalados a cada temporada no ambiente. Além disso, portas especiais para que o ar quente da rua nao entre. E ate as luzes do bar são de baixa intensidade e colocadas de forma que nao derratam os blocos.
Os copos, esses sim, vao derretendo aos poucos nas maos que os seguram.
Encontramos uma turma de brasileiros la dentro (pra variar encontramos brasileiros em todo os lugares). Tinhamos 40 minutos para desfrutar do lugar. Um relogio instalado num dos cantos do local faz a contagem regressiva do tempo que o visitante ainda tem para ficar ali.
Por causa da saude e diante de temperaturas negativas, eh preciso seguir as orientacoes de tempo nessa especie de camara fria que serve de balada.
Experiência ao extremo… como eles mesmos definem.
Ja animados deixamos o Ice Bar para outra festa. Fomos ao bar Walkabout. Uma balada forte que reune imigrantes de todos os cantos, principalmente latinos (e eh claro, pra nao perder o costume, muuuuitos brasileiros).
O lugar eh pub ate umas 22horas e depois vira festa mesmo. Festa, aliás, regada a muuuuuuuitas pinds (o tamanho exato de cerveja a temperatura ambiente para os ingleses), vodka e algo la que eu nao lembro o nome.
Deixamos nossa marca nesses sites de fotos de festas.
A minha ultima noite em Londres foi a altura. Terminou como merecia depois de uma viagem tao incrivel.
Deixamos o local perdidos. E la se foi uma bela e longa caminhada atras de algum onibus, ja que os metros estavam fechados aquela hora.
Chegamos na republica.
Deitei da cama, fechei os olhos e ja me bateu a saudade da vida agitada londrina. Isso que ainda estou aqui…
Ao contrario dos outros dias, hoje acordei cedo demais.
Fui ate a cozinha beber uma agua antes de voltar pra cama e continuar a dormir, afinal estou de ferias!
Perdi o olhar pela janela diante de uma paisagem cheia de casinhas inglesas. Acho que ja falei delas aqui.
Liguei o som do meu celular e tocava A Hard Days Night. Uma cena quase que inacreditavel ate alguns meses atras. Quando eu me imaginaria ali… parado. Ouvindo Beatles e vendo o dia comecar em Londres, praticamente no centro do mundo.
Alias, nao poderia ter tocado som mais apropriado. Estou na terra da maior banda de todos os tempos. Os meninos de Liverpool que conquistaram muitas geracoes.
Embalados pela musica fomos a tarde para um dos locais mais visitados da Inglaterra. Uma simples faixa de seguranca para pedestres.
Ha pouco mais de 41 anos os Beatles resolveram atravessar uma rua qualquer da Inglaterra para uma bateria de fotos. Uma delas foi escolhida para a capa do que viria a ser o último álbum da banda. E a rua, até então desconhecida, virou um dos maiores pontos turisticos para os apaixonados do rock.
Pessoas recriam a cena a todo o instante e de todas as maneiras possiveis.
Vir a Londres e nao conhecer Abbey Road eh quase que um pecado!
Chegamos as seis da tarde na famosa faixa de seguranca que fica em frente a gravadora onde o ultimo disco foi elaborado.
A gravadora Abbey Road continua no mesmo casarao.
Quando chegamos o movimento era mais tranquilo, mas nao menor. Havia uma grande quantidade de pessoas que queriam a todo o custo registrar o momento unico. O desafio é recriar a famosa fotografia.
Deixei meu nome marcado no muro de Abbey Road. Entre tantas assinaturas e mensagens o meu MARCUS REIS ficou marcado pra sempre nesta historia.
Quase nao prestei atencao quando atravessei pela primeira vez a faixa. Estava mais preocupado com o transito que no significado daquele momento.
Alguns motoristas nao reduzem a velocidade ao passarem por aqui, mesmo sabendo da legiao de admiradores que param em pleno meio da rua. Dizem que volta e meia alguem eh atropelado nesse ponto. Por isso a minha preocupacao.
A segunda vez que atravessei a rua foi mais tranquilo. So aí me dei conta que estava passando pelo menos local que, em algum momento da historia, Paul, Ringo, John e George tb atravessaram.
Uma camera de video instalada na rua transmite para o mundo 24 horas por dia as imagens da faixa e principalmente de seus visitantes.
Eh ilario ficar vendo o que cada um faz para tornar aqueles poucos segundos ainda mais inesqueciveis. Se quiser, pode dar uma espiadinha la agora… e ver a movimentacao AO VIVO
Antes de escurecer deu tempo para andar na London Eye. Uma gigantesca e moderna roda gigante.
Ate 2006 era considerada a maior do mundo mas os chineses se encarregaram de construir uma ainda mais gigantesca!
Sua primeira volta foi na virada do ano de 1999 para o ano de 2000. Nos ultimos segundos do ano Tony Blair apertou o botao que fazia o equipamento funcionar.
Sao 32 capsulas com capacidade para 25 pessoas cada uma. A Roda leva 40 minutos para dar uma volta inteira.
Naquele inicio de noite vimos Londres do alto.
Razao para se apaixonar, ainda mais, por esse cantinho do mundo.
Nos atravessando a faixa. Eu sou o ultimo! Imagem da camera que transmite 24h por dia Abbey Road
Meu maior medo assim que chegasse a Londres, acredite, era com o pessoal da republica em que eu iria ficar.
Sei la, pessoas de varios lugares do mundo, culturas diferentes, costumes, genios… A convivencia nao eh facil pra ninguem, ainda mais dividindo o mesmo teto, as mesmas experiencias e ate o mesmo rolo de papel higienico.
Mas toda aquela preocupacao foi a toa. Nao imaginava que todos os meus companheiros de casa seriam brasileiros. Sim, eu disse todos! Se por acaso a minha anfitria Ananda me comentou juro que nao guardei a informacao.
Voltando a casa… somos nove brasileiros. A maior parte ainda por cima de gauchos. E para completar…JORNALISTAS!
Alguns eu ja conhecia de nome, de historias… outros cheguei a frequentar a mesma festa de formatura, baladas ou despedida do Brasil sem imaginar que somente nos conheceriamos tantos quilometros distante da nossa terra.
Tres de Porto Alegre e dois de Sao Marcos, terra de Gisa Guerra.
Eta mundo pequeno. Alguem ainda duvida?
Para matar a saudade dos pampas o pessoal do “gueto”, como chamam carinhosamente o local onde vivemos, resolveu comprar carvao, improvisar uma churrasqueirinha, buscar carne num acougue brasileiro, lotar a geladeira de cerveja gelada e fazer aquele churrasco!
Foram mais de 20 convidados. Adivinhe… a maioria, mais uma vez de…
GAUCHOS!
Gente que deixou os mais distantes cantinhos do Sul para estudar ou recomecar a vida aqui por esses lados.
O cheirinho do churras comecou logo depois do meio dia. Terminou la pelas oito horas da noite.
Para chegar na laje onde a churrasqueira foi improvisada era preciso pular uma janela. A vista valia a pena. Um conjuto de casas inglesas. Todas iguaizinhas… uma do lado da outra. O ceu nublado. Volta e meia o sol dava as caras.
Uma viola e muitos violeiros. Saiu de tudo. De Oasis e Beatles ao mais pop dos sertanejos. Passando por Amigo Punk e terminando nos hinos do Gremio e do Rio Grande do Sul. Uma bandeira do tricolor chegou a ser hasteada na laje mais bombada daquela tarde em Londres.
Mesmo torrada a carne passava que era uma beleza. De mao em mao. E todos comiam com uma voracidade como se aquela fosse a ultima vez que comeriam uma carne na vida. Ate uma italiana e um japones, chines ou coreano (nao sabemos ao certo), se atracaram na gamela da carne gauderia.
Ahhh que saudade do churrasco do meu pai.
Nao vi a festa acabar. Dormi por alguns minutos jogado no chao do segundo andar. Acabei acordando numa cama onde as molas do colchao mais pareciam tijolos.
Cai cedo da cama para ver um dos principais cartoes postais da Inglaterra. Fui ver de pertinho o palacio de Buckingham, onde vive a simpatica Rainha.
Como durante o verao a Rainha passa os dias na Escocia, o palacio abre as portas ao publico para conhecer um pouquinho mais da vida da familia real.
Para entrar la nao eh tao simples nao. Eh preciso passar por um batalhao de segurancas, inclusive por maquinas de raio X e detector de metal.
Soh faltava passar pela imigracao e pela policia tambem.
Depois de ser barrado algumas vezes, ficar nervoso e derrubar dezenas de moedinhas no chao consegui entrar no famoso palacio.
Bom, nao preciso descrever aqui os meus olhares surpresos em cada comodo. Este foi o primeiro palacio real que entrei e nao acreditava em tamanha fortuna espalhada em forma de quadros e objetos.
Um dos corredores que leva ate o salao de baile serve de museu ja que a rainha pendurou dezenas de quadros de artistas famosos.
No salao de musica os instrumentos prontos para serem tocados. Na sala de jantar alguns raios de sol ultrapassavam as cortinas e iluminavam a gigantesca mesa para nao sei quantas pessoas. No centro, ainda, enfeites de pura prata e de puro ouro. Reluzente a pouca luz que entrava no local.
Talvez eu estivesse fazendo o mesmo trajeto que o Lula fez ao ser recebido pela Rainha. Passei, inclusive, pelo salao onde foi tirada a famosa foto dela com os presidentes do G-20, no qual o presidente do Brasil esta sentado ao seu lado.
Nos jardins do palacio de Buckingham uma grama tao bem cuidada que mais parecia de mentira. A querida Rainha deve passar o dia correndo nesse gramado e se jogando ao sol para curtir um dia perfeito como hoje.
O palacio parece ser pequeno olhando de fora. Parece menor ainda quando percorremos os seus principais corredores. Mas ele eh maior do que muita gente acredita. Sao 775 quartos . Cinquenta e dois aposentos so para a familia real e o restante para convidados e para os funcionarios.
Pra que tanto quarto, me diz!
So nao consegui chegar no banheiro e no quarto da Rainha.
La fora os guardinhas de vermelho e seus chapeus gigantes faziam a seguranca do predio.
Deixamos o palacio de Buckingham duas horas depois.
Acabamos almocando tarde. O prato do dia: o melhor carreteiro que ja comi na Inglaterra!!!!!
Nossa noite foi em Piccadilly Circus onde se concentram os teatros com alguns dos musicais mais famosos do mundo. Fomos assistir Thriller Live, um tributo ao rei do pop Michael Jackson.
Um espetaculo de duas horas que traz ao palco grandes artistas interpretando o idolo que ainda reune multidoes.
A apresentacao eh cheia de efeitos especiais o que faz a plateia nao parar um minuto de dancar. Ate nas musicas mais calmas o silencio eh interrompido por alguem que grita palavras de carinho a Michael Jackson.
Depois do show tumulto naquela noite quente. Uma placa na entrada do metro dizia: “linha Victoria fechada. Motivo: pessoa embaixo do trem”.
Dizem que aqui eh normal.
Volta e meia alguem se joga nos trilhos do metro. Trabalho dobrado para os funcionarios e estresse para quem fica sem poder chegar mais rapido ao seu destino.
Mais surpreendente eh a forma em que comunicam o publico. Ao inves de dizer que houve um acidente preferem revelar logo o pq da demora e das estacoes fechadas.
Voltei assoviando Billie Jean pra casa no dia em que me senti o Lula indo visitar a Rainha.
Cenas do espetaculo Thriller Live em Piccadilly Circus, Londres
Ja era quase fim da tarde quando parei o que estava fazendo, limpei meus pes e os coloquei dentro daquele aquario.
Nao sei ao certo quantos peixes deveriam ter ali, mas talvez uns 50 peixinhos famintos.
A pratica eh popular no Japao, mas aos poucos vem conquistando o Reino Unido. Acredito que no Brasil ja tenha mas ainda nao com a mesma forca.
A Fish Terapia eh simples. Os clientes mergulham os pes num aquario com dezenas de peixes da especie Garra Rufa. Os peixinhos devoram as peles mortas, como as cuticulas.
Os peixes ainda desenvolvem um trabalho terapeutico e relaxante. Inclusive ativando a circulacao sanguinea.
O pequeno cardume vai mordendo os pes. Parecem micro choques. Eu que tenho cocegas tive que segurar a risada no inicio. Um pouco desconfortante mas logo relaxante demais.
A duracao do tratamento eh de apenas 15 minutos.
Acabei sendo ate fotografado por quem parava para ver a cena curiosa. Mas vale a experiencia de ter peixes comendo a pele do seu pe.
Pena que nao vendem os peixinhos para eu ficar fazendo isso em casa… no tanque do jardim.
Precisei largar meu tratamento para seguir a viagem por Londres.
Para nao perder o ritmo de tranquilidade aproveitamos mais um dia perfeito e de muito calor para um quase legitimo piquenique brasileiro.
Colocamos uma toalha num dos parques da area central de Londres e nos jogamos. Bolacha Passatempo recheada e Bis (SIM! Um mercadinho aqui vende produtos brasileiros. Ate Guarana para saciar as vontades de quem esta longe ha muito tempo.
Levamos tambem nozes para os esquilos.
Demorou para surgir o primeiro, que logo avisou a “gurizada”. Eram quase dez na nossa volta pedindo comida. Um deles bem locao saiu ate com um bis na boca.
A noite chegava e aquele final de tarde rendeu um cenario incrivel na beira do Tamisa.
Pubs lotados ao longo da beira. Executivos, estudantes e turistas se perdiam diante daqueles deques sem nenhum espaco vazio.
Comecava a ventar pouco.
Parece ate que aquele inicio de noite caia perfeitamente num conto de Shakespeare. Alias, o grande escritor tem um teatro so pra ele em Londres. Eh o Shakespeare Globe. Uma arena igual as do passado. Locais semelhantes aos que o famoso escritor apresentava suas pecas teatrais.
Assistimos “A Comedia dos erros”.
Volta e meia um aviao passava e abafava a acustica do teatro, ja que era a ceu aberto.
Eh uma emocao maior apreciar um texto de Shakespeare numa arena como aquela.
Por cinco pounds, ingresso mais barato, a plateia assiste a duas horas e meia de espetaculo de pe.
Por uma quantia um pouco maior se pode assistir num dos bancos de madeira do teatro.
Ja era noite quando passavamos, mais uma vez, pelo Tamisa.
Paisagem ideal para uma das ultimas noites de verao…
Poderia passar dias inteiros soh caminhando por Londres e mesmo assim conhecer muito pouco. As vezes acredito que a cidade nao tenha fim. A cada estacao do metro que saio me surpreendo com um bairro completamente diferente. E todos apaixonantes.
Haja resistencia pra esse bate perna interminavel…
Meu almoco hoje foi simples. Antes de sair de casa preparei minha especialidade. Pao de forma tostado recheado com queijo, molho vermelho eeeeee nuggets. Prato internacional!
Depois desse belo almoco encarei mais uma maratona por essa gigantesca cidade sem fim.
Me aproximei do Tamisa. Ruelas com pouco movimento. Ruas estreitas assim como as que percorri pela Espanha.
Nos pubs o movimento aumentava.
Para muitos trabalhadores um final de tarde refrescante com as cervejas locais.
De longe avistei a St. Pauls Cathedral. Gigantesca. Imponente.
O sol forte iluminava ela todinha.
Assim como poderia ficar horas e horas caminhando, poderia levar horas soh admirando tamanha construcao.
A cupula da catedral eh a segunda maior do mundo. Foi nessa igreja que aconteceu um dos casamentos mais vistos e comentados do planeta. O do principe Charles com a princesa Diana.
Por pouco toda essa estrutura nao foi para os ares. Diz a historia que em 12 de setembro de 1940 uma bomba foi descoberta e removida da catedral. A bomba tinha poder de fogo o suficiente para destruir completamente a igreja e ainda deixar uma cratera de cem pes de profundidade. Poucos meses depois outra bomba teria sido encontrada e removida do local.
Vale destacar que ao contrario da maioria das igrejas da europa, nessa, a visitacao eh gratuita. Pelo menos parte dela. Mas o mais bonito mesmo eh o lado externo.
Grandiosa!
Antes da catedral ainda demos uma passada por um dos muitos museus que cercam Londres.
Passamos tambem pela Tower of London, onde estao as joias da coroa real. Nos jardins da torre ha uma grande quantidade de corvos. Diz a lenda que a torre desmoronara no dia em que os corvos debandarem. Por enquanto eles ainda estao la! Para a minha sorte!
Mas foi surpreendente passar pela Tower Bridge. Uma ponte semelhante (nas devidas proporcoes) a ponte que liga Porto Alegre a Guaiba. Parte dela levanta para a passagem de grandes embarcacoes que cruzam o Tamisa.
Alias, eu ainda tenho um livro de historia usado no colegio onde a capa trazia uma imagem da Tower Bridge. Das paginas dos livros para as minhas vistas.
Bela imagem.
O vento era mais forte ao atravessar a ponte. Tanto a pe como de bus. O famoso vermelhinho.
Esse tour simplesmente me matou. Nao sentia mais as pernas. Sentei numa das calcadas e cantei um classico do TNT.
Na republica, janta em familia. A nossa pequena familia reunida. O prato dos deuses.
A lasanha da Ananda humilhou a minha especialidade feita no almoco!
Antes no supermercado a novidade londrina. O cliente mesmo passa suas compras num terminal. Informa o que esta levando. Coloca numa balanca especial para que o equipamento tenha a confirmacao que voce nao esta mentindo. O cliente paga, recebe a nota e o troco da maquina. Coloca os produtos nas sacolas disponiveis e deixa o supermercado. Tudo sem mais a presenca da caixa.
Humm… funcionaria no Brasil?
Como tudo ainda eh novidade, tenho a mania de comparar ou imaginar o que vejo aqui colocado em pratica no meu pais.
Ainda nao me acostumei com tantas coisas diferentes.
Comecando pelo atravessar a rua. Ja que os carros passam nas pistas inversas. Mesmo com as mensagens pintadas no chao para lembrar o turista para qual lado ele deve prestar mais atencao ao atravessar de uma calcada a outra.
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